10.10.06

esta foto por que de alguma forma venho do escuro, num mesmo tom instintivo e com cheiro a terra.
talvez na génese haja essa necessidade de criar a partir do fundo. talvez.

8.10.06

qualquer coisa mim, eu, a pessoa.

abro em mim uma fenda abismal, e atiro-me para dentro a lamber as visceras ainda em ferida.

existem contradições e eu estou exausto da sucessão de anastesias imprimidas de forma a esconde-las. escondo, o tal desfasamento entre a teoria e o que sou, e ao esconder-me não me permito a mim mesmo, e aí estou a desvirtuar-me na intrinssicidade do Ser numa prespectiva evolucionista.

tenho-me como certo, e por isso (re) parto numa aventura para a vida, fechada que está, por hora, a fenda abismal e ténue que prefaz o peito. arrisco-me, num limbo mais denunciado para a realidade dos entorpecidos, a perder o contacto panorâmico desse universo paralelo e consciente por onde sempre faço força.
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o risco.
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: de forma a ser menos estático.

parto descalço para mais um outono.

A minha foto
........................gra(')f.ico.ismo.onola.......... demasiado colado à palavra para ser uma outra coisa que não isto. utopia de mim, abismos da imagem arrancada e digerida.

O ROSTO À LUPA DE MIM

blog inTemporal

O dia de hoje podia muito bem ter sido um outro. Amanhã vemos isso.
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