3.5.07

......................não há dúvida de que a blogosfera é uma experiência de impulso.

Depois de aprendermos a respira-la sem esforço, assim como em quase tudo o que nos dá prazer, torna-se uma espécie de vício controlado (????) e essencialmente confortável.

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aCREDITA

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foi esse impulso que me trouxe até aqui, nesta procura da CURA para a “arritmia”.

e é à boleia de um outro impulso que reNovo a uma linguagem mais das paredes, ou nem sempre tanto.

o acto de largar alguma coisa pressupõe uma certa saudade. No caso, de futuro.
reVolto em: . .

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no saudosista caberão todas as formas de expressão. será TUDO a partir desse infindável intervalo entre saudade e futuro; desse deslizar de tempo fora do tacto e de indispensáveis REaprenDIZagens.

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obrigado por terem estado.

18.4.07

assim estou,
nessa meia luz
das doideiras
e exageros,
cheio de contras
e a favor(es), e mais
imprevistos e hábitos
já muito antigos.

5.4.07

o corpo avança esfomeado e impudor.
Avançam as dúvidas e os desejos,
e mais as doses recomendáveis de amor,
impulso e improviso.

avança o mundo no ao rubro das sensações indizíveis, mas à volta é tudo no mesmo passo arquitectado e frio.
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MAS AVANÇA O MUNDO DAS SENSAÇÕES

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dois corpos unem-se na pele
eriçada um do outro, e à volta
já não importa. são os corpos
a rebole da palavra/sensação,
e ao contrário (na perspectiva
dos do peito!), mas sempre em
direcção a um só comprimento
de onda, inequivocamente mais...

15.3.07

caminho um traço imperfeito e imperceptível.
sou de uma vez tantas coisas que depois me esqueço.
.
..e mais ainda na noite das insónias planeadas.
sinto por fora de forma a não confundir um dentro que já de si é um caos expulso em “traços” de arte. talvez porque não choro. (lágrima, entenda-se!).
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. eu, eu e mais eu…
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. o outro, o outro e mais o outro.
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. o equilíbrio, o equilíbrio e mais o equilíbrio.
equilíbrio/desequilíbrio
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. 2046 razões para amar
outras tantas para ser amado

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mas a fronteira é demasiado ténue.

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2046 razões para o encontro/desencontro, e outras tantas de inesperados e mais do que em consciência se proporciona.
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. São 2046 que se apaixonam e são desencontrados na génese.

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na verdade, 2046 é apenas o número do quarto ao qual se regressa em busca de algum passado.
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2O46 trailer

7.3.07

sou tantos rostos quanto as situações que encaro.

o verdadeiro, guardo-o para quando estou comigo. aí dispo-o de mutações camalionicas e rebusco-lhe os traços vincados e ínfimos.
O ROSTO À LUPA DE MIM

e há os amigos.
como certos livros.
.
CERTOS.
é certo.
que é como quem diz o que nos marcou pelo fundo.
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25.2.07

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tardo em rebolar as altas paredes que me cercam, e à volta tudo socumbe no meu corpo ridiculamente pequeno.
consta no meu livro de versos uma rua estreita atirada ao rubro dos delírios mútuos, e isso fortalece-me.

e por isso vou estando como findo,
.
e (re)faço-me uma outra vez,
.
e SEMPRE,
.
para o mundo amplo.

14.2.07

eles viram-se "obrigados" a partilhar a essência da ausência.
os rostos foram destapados.
mas a palavra continua a elaborar esse encontro
de todos os fogos de artifício.
diz(em): um hotel era perfeito.
algures num quarto de velas que se cheiram e incenso... "nag champa". _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________ _______________________________________

(...)
mas se a perfeição existe, isso é toda uma envolvência de ópio(s).
há a luta fria da palavra que se esmiuça cada qual no seu (canto), e a imagem que se inspira nas cinematografías oníricas e robustas, de onde se soltam como lascas visões do plano imaginativo, e das quais se formam lentos puzzles de uma realidade fora do tacto, mas já realidade.

nascemo(nos) para escavar na cor dos poetasas envolvências conturbadas e de todos os delirios.
e por que é de
(re)nascer que somos feitos,
hoje, em nós,
renasço.

2.2.07

confundo-me na minha própria ambivalência, de forma a chegar verdadeiramente a mim.

então depois parto ao outro; absorvo-lhe o que entendo e o inabsorvível; algum do encanto e do que repudio.

já alguém o disse:
"eu não sou eu nem sou outro sou qualquer coisa de intermédio"

é inevitável o confronto entre o que
somos - a forma como nos vemos,
e o que no outro gostavamos de ver característico em nós.
mas é nessa constante busca da perfeição inatingível (que tem o enorme valor de nos fazer SERES progressivos), que hoje nos levantamos com a possibilidade de sermos mais legíveis
e abrangentes.
(...)

talvez

a porta

se abra
pela
insistência
direccionada

27.1.07

dou saltos no abstracto da língua enrolada.

retomo a arritmia que aqui me trouxe. aqui, onde a palavra nasceu para ser refratada, enquanto a imagem lhe preencheria os vazios propositados e divergentes.

dou cambalhotas na glande das coisas do peito, caio rarefeito e socumbo novo, num ciclo demasiado vicioso para ser quebrado.

descentralizo as secções que me dividem, e na ausência grito os amigos que me ouçam, e isso prova-me uma outra vez que o pior será um chão mais ou menos irregular.
toco o ponto fulcral, e volto ao meu mundo de altos e baixos, na certeza do tombo ser uma das curas irrefutáveis.

25.1.07

22.1.07

reduz-se a realidade ao mínimo. há luzes: velas. valas de prazer sem ressentimento. rios que borbulham introspectivos e com eles trazem correntes de uma força nova e nossa.
e à volta resta um mundo romantizado e equilibrista. e o que hoje fomos
fica eternizado na pele e por certo
a memória não esquece.

19.1.07

o acto da criação transcende-me na proporção da primeira vez.

estes são uns versos que musiquei há uns anos (não muitos!)
tudo começa no caos. é o acto. é o átomo. é o pacto. e o impacto é grande a força ainda faz mossa da força se faz gente quando a gente ainda força
(espaço ao verso aparentemente disperso)
caminho ruas imprevisíveis viro a perspectiva ao contrário o que faço nunca é no mesmo horário nas formas exploro mais as perspectivas
o acto da criação é sem dúvida uma “região” insondável, mas o objecto final, esse, só a insistência e racionalidade o alcançam.

A minha foto
........................gra(')f.ico.ismo.onola.......... demasiado colado à palavra para ser uma outra coisa que não isto. utopia de mim, abismos da imagem arrancada e digerida.

post antigos e (in)temporias


O ROSTO À LUPA DE MIM

blog inTemporal

O dia de hoje podia muito bem ter sido um outro. Amanhã vemos isso.
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