26.12.06

largavam um cheiro arrastado e viscoso, como uma lapa que se insinua à rocha talvez por uma vida inteira, e se espreguiça todas as manhãs de contentamento.

o cheiro dilui-me essa clareza ambígua das formas.

- diziam em voz alta que os nossos corpos juntos formavam poesia.
dizes: talvez ainda formem.

lembro-me do arrasto quebrado das ancas fortes, e da força nelas imprimida e saliente, já num outro odor quase inquebrável e simples.

eles captaram os espectros integrais e nús dos nossos corpos.
nós fotografamo-nos mas,
não nos vimos.
por fim, sabiamente, alguém diz: o espectro tem que continuar.
mas mais sábio ainda e num som que mesmo hoje ecoa dentro,
uma outra voz finaliza:
espectáculo.
es-pe-ctá-cu-lo.

24.12.06

assim mesmo,
de braços abertos.
oh oh oh

o bacalhau já não falha...
A minha foto
........................gra(')f.ico.ismo.onola.......... demasiado colado à palavra para ser uma outra coisa que não isto. utopia de mim, abismos da imagem arrancada e digerida.

O ROSTO À LUPA DE MIM

blog inTemporal

O dia de hoje podia muito bem ter sido um outro. Amanhã vemos isso.
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