11.7.06

a cantar desde...

uma nota carregou-me às costas pela cidade surda. disse-me que tinha como amigas outras notas, e levou-me a um bar ao fundo de uma rua suja, onde improvisamos música regados a whisky de malte e outra malta. alguém desenhava um traço branco na madeira enegrecida de um balcão de histórias, e o dia nasceu nos corpos cansados e de olhos ainda despertos, e um Ré bemol vociferou música indizível.

3 comentários:

V disse...

Gosto de ler-te ...
Beijo

Saramar disse...

Gostei demais do poema.
Lembrou-me aqueles bares de negros americanos e o blues maravilhoso assim como esses seus versos.

Beijos

Abssinto disse...

Este texto tem todos os ingredientes;)

A minha foto
........................gra(')f.ico.ismo.onola.......... demasiado colado à palavra para ser uma outra coisa que não isto. utopia de mim, abismos da imagem arrancada e digerida.

O ROSTO À LUPA DE MIM

blog inTemporal

O dia de hoje podia muito bem ter sido um outro. Amanhã vemos isso.